A sala polivalente de Charrat vai vestir-se de festa no próximo dia 17 de outubro para receber o XXIII Festival de Folclore do Rancho Folclórico de Martigny. Sob o lema inspirador “Tradição que une as gerações!”, o evento afirma-se como um dos momentos mais aguardados pela comunidade lusa residente na Suíça, prometendo uma grande celebração em torno da cultura, da amizade e da identidade de Portugal.
Com a abertura das portas agendada para as 17h00, a organização preparou um programa multifacetado que combina a vivacidade das danças tradicionais, a riqueza dos cantares e o conforto da gastronomia portuguesa. O cartaz deste ano assume uma forte dimensão intercultural, reunindo grupos que transportam consigo os usos e costumes de diferentes regiões de Portugal: Amigos dos tambores de Monthey (Grupo de bombos), Rancho Folclórico de Fribourg, Rancho Folclórico Danças e Cantares do Minho de Genebra, Rancho Folclórico Danças de Portugal de Vougy (França) e o Rancho Folclórico de Martigny (Grupo anfitrião).
Para além das exibições em palco, a música popular continuará a ecoar com a atuação especial das tradicionais rusgas, dinamizadas pelo Grupo Pinga e Paixão de Genebra. A noite culminará num grande baile popular animado pelo conhecido duo musical Amílcar e Dora, garantindo a continuidade da festa para todos os presentes.
Como já é tradição nestes encontros culturais, o festival contará também com uma forte componente gastronómica, proporcionando aos visitantes o reencontro com os sabores típicos de Portugal. A organização estruturou um jantar especial inteiramente dedicado à comunidade, alertando contudo que o acesso ao mesmo é feito estritamente sob reserva. Devido à elevada procura que habitualmente caracteriza este evento na região de Valais, os interessados deverão assegurar os seus lugares o quanto antes através dos números de telefone 077 507 12 27 ou 078 703 32 06.
Em declarações à Gazeta Lusófona, Paulo Pinho, presidente do Rancho Folclórico de Martigny, revelou ter expectativas muito positivas, “espero que este Festival seja, acima de tudo, um momento de união, partilha e celebração da nossa cultura portuguesa”, destacando “a riqueza das nossas tradições, a música, a gastronomia e, sobretudo, o espírito de comunidade que nos une, mesmo estando longe da nossa terra”, afirmou Paulo Pinho, acrescentando que será “uma oportunidade de celebrar com orgulho as nossas origens, de matar um pouco as saudades de Portugal e de mostrar às novas gerações a beleza e a riqueza da nossa cultura”.
Paulo Pinho afirmou ser importante manter vivas as raízes portuguesas, tendo em conta que essa ação “é preservar a nossa identidade, a nossa história e os valores que nos foram transmitidos pelos nossos pais e avós. É fundamental passar este legado aos nossos filhos, para que cresçam com orgulho nas suas origens, conheçam as nossas tradições, falem a nossa língua e sintam Portugal no coração, independentemente do lugar onde vivam. Porque as tradições só permanecem vivas quando são partilhadas e transmitidas de geração em geração. Cabe-nos a nós construir essa ponte entre o passado e o futuro, para que os nossos filhos possam, um dia, transmitir aos seus filhos o mesmo amor por Portugal que hoje lhes transmitimos”, enalteceu o presidente do Rancho Folclórico de Martigny.
Adélio Amaro





