Gehri e Winiger afirmam-se como referências nos serviços de carroçaria e pintura automóvel
A Gehri Carrosserie Spritzwerk AG, sediada em Pfäffikon (ZH), afirma-se como uma referência suíça nos serviços de carroçaria e pintura automóvel.
Com mais de 73 anos de atividade, a empresa construiu uma reputação sólida na reparação, restauração e pintura de veículos, destacando-se pela qualidade do serviço e pela utilização de tecnologia moderna no setor automóvel. Ao longo de mais de sete décadas, a Gehri tem reforçado o seu posicionamento através da qualidade do serviço e da aposta contínua em métodos inovadores, mantendo-se como um nome de confiança no mercado automóvel helvético
A Gehri Carrosserie Spritzwerk AG oferece um leque abrangente de serviços na área da carroçaria e pintura automóvel, desde a reparação de danos resultantes de acidentes até à pintura integral de veículos. A empresa executa ainda intervenções especializadas como reparação de para-brisas, remoção de amolgadelas sem pintura, “spot repair” e “smart repair”, técnicas que permitem corrigir danos localizados de forma rápida e eficiente. O portefólio estende se para além do setor automóvel: a Gehri dedica-se também à restauração de automóveis clássicos, motociclos, caravanas e outros tipos de veículos, além de trabalhos em cozinhas e aplicações industriais. A colaboração direta com seguradoras é outro dos pilares da empresa, que assume a gestão completa dos processos administrativos relacionados com sinistros, simplificando os trâmites para o cliente e acelerando a resolução dos casos.
A Gehri Carrosserie Spritzwerk AG mantém também um forte compromisso com a formação profissional, oferecendo programas de aprendizagem nas áreas de carroçaria e pintura automóvel. A aposta é garantir a continuidade de mão de obra especializada num setor cada vez mais exigente.
Integrada na rede internacional Repanet, entre outras parcerias do setor, a Gehri faz parte de um grupo restrito de oficinas de pintutua automóvel reconhecidas pela qualidade, fiabilidade e profissionalismo dos seus serviços.
A Gehri está localizada em Schanzstrasse 8, 8330 Pfäffikon ZH, Suíça e tem como contato principal o telefone: +41 44 950 17 87.
Com uma equipa composta por especialistas em pintura, carroçaria e atendimento ao cliente, a Gehri Carrosserie Spritzwerk AG reforça diariamente a sua reputação de profissionalismo e elevada qualidade, consolidando o seu papel como referência no setor automóvel suíço.
Assim a equipa é liderada por José João Gonçalves (proprietário / CEO) e conta com Arben Shillova (COO e responsável pela área de carroçaria), Cláudio Rosário (atendimento ao cliente) Nico Krieg (responsável pelo serviço ao cliente e apoio à oficina), Gabriela Girola (administração e contabilidade), João Fernandes (chefe da área de pintura), Adi Pina (Subchefe da área de pintura) e Marko Jerinic (chefe de equipa da carroçaria).
Gazeta Lusófona entrevistou José João Gonçalves, proprietário / CEO da Gehri Carrosserie Spritzwerk AG.
Como descreve a evolução da GEHRI Carrosserie Spritzwerk AG desde a sua fundação até ao presente, sendo que a mesma já possui mais de 72 anos?
A evolução da nossa empresa tem sido muito boa a todos os níveis; apesar de atuarmos num mercado com muitos desafios diários. O nome e a qualidade da nossa empresa têm mostrado uma grande resistência à pressão do mercado, à baixa densidade de mão de obra qualificada, preços, complexidade tecnológica e pressão por parte das companhias de seguros para diminuírem os seus custos e aumentar à atratividade e competitividade no mercado.
Como pode explanar os valores que definem a cultura interna da empresa?
Dedicação diária em prol dos nossos clientes, respeito entre à equipa, respeito por aquilo que os nossos clientes nos confiam, apoio mútuo, limpeza e cuidado em tudo que fazemos, valorizar e demonstrar gratidão pela confiança que nos é depositada.
O que distingue a GEHRI das outras oficinas de carroçaria?
Profissionais qualificados, paixão da chefia até as camadas mais baixas na execução de bons trabalhos, dedicação diária em melhorar, formação continua, parcerias de qualidade, empresa de confiança de praticamente todos os seguros, cobertura geográfica excelente, profissionais com um poder de profissionalismo extremamente forte, saber fundido, uso somente de produtos de alta qualidade.
Como garante a formação contínua dos colaboradores num setor tão técnico e em rápida transformação?
Elaborando um plano de formação anual para todos os colaboradores. Chefia acredita e investe na formação e aumento de sabedoria dos colaboradores e na própria. Cursos internos e externos. Ca. 2-3 cursos anuais por colaborador.
Que competências considera essenciais num profissional de carroçaria e pintura na Suíça atual?
Em primeiro lugar defino à paixão e amor em tudo que efetuamos o valor mais alto para obter êxito e eficácia. Dedicação e ambição diária em ser o melhor. Limpeza, humildade e abertura para aprender coisas novas é essencial. Uma formação continua é imprescindível; e entender que tudo que fazemos diariamente é para encher a nossa mochila de sabedoria. Ser consciente da importância de trabalho em equipa.
Como equilibram a exigência técnica com a motivação e bem estar da equipa?
Não é fácil e nunca se consegue conciliar e satisfazer todos os desejos e espectativas de cada um. Esforçamos-mos para obter um equilíbrio, que nos permita satisfazer às exigências do mercado e dos nossos clientes sem nunca ser infiéis aos nossos princípios ou desvalorizar os nossos colaboradores. Mas sem esforço e disciplina não é possível ser reconhecido e requisitado.
Que tecnologias recentes tiveram maior impacto no vosso trabalho (pintura, calibração, digitalização, ADAS)?
A calibração de vários assistentes técnicos de condução, reparações complexas e a digitalização vieram ajudar em diversos pontos, mas em outros aumentou o trabalho administrativo, apesar do objetivo ser outro. A diminuição do tempo de reparação por parte da AZT / Seguros etc. não facilita na resolução diária dos desafios; por outro lado os produtos de pintura à base de secagem oxidativa aceleram o processo de reparação e diminui a poluição ambiental.
De que forma as certificações (Eurogarant, Carrosserie Suisse, Repanet) influenciam o vosso padrão de qualidade?
Estas redes de reparação ajudam-nos a garantir uma qualidade elevada. Exigem uma garantia de qualidade continua; efetuam vistorias de controlo de qualidade em períodos definidos, inspeção ambiental como por exemplo a reciclagem dos produtos utilizados, armazenamento de produtos líquidos etc., regularização na parte administrativa, processos à nível laboral definidos e que são compridos.
Como conciliam tradição artesanal com inovação tecnológica?
Bem, dependendo da situação é utilizada a técnica necessária.
Como avalia a relação entre oficinas certificadas e seguradoras na Suíça?
A relação é boa e ambos tentam garantir a satisfação do cliente em comum, mas é evidente que a questão financeira tem uma grande importância e impacto nesse sentido.
Que desafios surgem no processo de sinistros e como os gerem para simplificar a vida do cliente?
A gestão de sinistros é complexa e cada vez mais intensa a nível de tempo. Atualmente utilizamos algumas plataformas de comunicação como EC2, Yarowa ou e-service com as seguradoras que nos permitem obter mais transparência para os dois lados e mais garantia que os custos serão assumidos; mas o tempo utilizado e os custos administrativos nesta área aumentaram significamente e estão a desafiar e sobcarregar às oficinas. Os nossos rececionistas oferecem apoio total ao cliente na resolução do sinistro, na participação e preenchimento de toda a documentação relacionada com o próprio. Acompanhamento personalizado do início ao fim.
O que os clientes suíços mais valorizam quando procuram os vossos serviços?
Transparência à nível de preço e trabalho; atendimento de qualidade e aconselhamento; gostam da limpeza, valorizam a confiança e fidelidade a todos os níveis.
A restauração de clássicos e youngtimers continua a ser uma área forte? Como evoluiu essa procura?
A procura existe, mas o valor de um bom restauro com qualidade à longo prazo têm um impacto na decisão dos clientes e nem sempre são efetuados. Uma construção de pintura ou trabalho de chaparia mal efetuado pode ter consequências irredutíveis e muito dispendiosas.
Que critérios utilizam para garantir a consistência da pintura automóvel e industrial?
Produtos de alta qualidade e tecnologia modernas
Como abordam serviços mais delicados, como reparação de jantes ou pintura de motos?
Efetuamos sem problema e temos conhecimento aprofundando à esse nível.
Que medidas adotam para reduzir o impacto ambiental (resíduos, tintas, energia)?
Temos um conceito de reciclagem que é melhorado de ano para ano e inspecionado pelas redes de qualidade acima mencionadas.
A sustentabilidade é um fator de decisão para os vossos clientes?
A sustentabilidade é um dos fatores mais importantes para clientes ou seguradoras no momento; no aspeto ambiental e também por questões económicas. Os valores dos acessórios dispararam e por isso trabalhamos com o lema “reparar em vez de trocar”.
Quais são os maiores desafios que o setor da carroçaria enfrenta nos próximos anos?
Custos administrativos, custos energéticos, escassez de mão de obra qualificada, custos de digitalização, aumento do valor médio de reparação por motivo do aumento exagerado dos preços das peças
Como se estão a preparar para a eletrificação e digitalização crescente dos veículos?
Não é uma situação nova e inesperada; por isso trabalhamos já desde alguns anos no intuito de melhorar diariamente as nossas empresas à esse nível para evitar os custos de uma só vez e também para dar resposta continua a esse desafio e nos mantermos competitivos no mercado. Os nossos profissionais estão a ser formados para lidar com essas evoluções.
Que objetivos estratégicos definiram para os próximos anos?
Alguns objetivos mantêm-se independentemente da evolução do nosso mercado; mas estamos a investir em digitalização e processos bem definidos para evitar custos desnecessários e poder combater o aumento dos custos fixos.
O que mais o motiva pessoalmente na gestão desta empresa?
A qualidade alta do nosso trabalho, mesmo havendo escassez de mão de obra qualificada e ver a satisfação no rosto dos nossos clientes, parceiros e amigos.
Que conselho daria a jovens que querem entrar no setor automóvel na Suíça?
Que se dediquem, mostrem paixão no que estão a realizar, entreguem-se e serão compensados a longo prazo. É uma área promissora e tem muita segurança à nível laboral, visto que não é fácil substituir o ser humano, mesmo já existirem robots e muitos processos digitalizados. Felizmente nesta área a visão humana e a decisão são fundamentais e imprescindíveis.
Como mantém o equilíbrio entre rigor técnico e proximidade humana no atendimento?
A nossa prioridade é ir ao encontro da necessidade de cada cliente sem colocar à qualidade em risco; e se esse for o caso temos evidentemente de informar o cliente com o maior carinho, transparência e lealdade profissional para evitar conflitos ou mal-entendidos. A segurança de condução nunca pode ser colocada em risco. Esse critério é para cumprir sem exceção.
João Fernandes, chefe de equipa de pintura da GEHRI, deu a conhecer as competências dos futuros aprendizes.
Onde enfrentaremos as maiores dificuldades na captação de aprendizes adequados nos próximos 5–10 anos?
Na minha opinião, teremos as maiores dificuldades na flexibilidade. O nosso setor está demasiado preso ao horário tradicional das 9 às 17 horas. Hoje em dia, muitos jovens renunciam a uma boa formação apenas para terem mais tempo para si próprios. Acredito que o nosso setor precisa tornar-se mais flexível; caso contrário, teremos dificuldade em encontrar aprendizes bons e motivados.
O que deverá mudar no processo de candidatura e seleção para permanecermos atrativos como empresa formadora moderna?
Penso que deveria ser criada uma plataforma semelhante ao LinkedIn, onde todo o processo de candidatura decorra online. Quando tivermos um aprendiz em período experimental, devemos garantir que ele possa realmente colocar a mão na massa. Devem ser preparadas peças de exercício para que ele possa realizá-las do início ao fim (de A a Z).
Quais as competências que os futuros aprendizes deverão obrigatoriamente trazer consigo e quais deveremos desenvolver mais internamente?
Acredito que o maior problema é a motivação. Alguns valores perderam-se nos últimos anos. Os aprendizes devem trazer pontualidade e fiabilidade. Além disso, boas competências escolares e habilidade manual são fundamentais.
O que mais aprecia no seu trabalho diário?
O que mais gosto no meu trabalho é o contacto com pessoas de diferentes personalidades. Cada dia traz um novo desafio, seja através de cores especiais, pessoas ou veículos diferentes. Motiva-me ver como a minha equipa melhora dia após dia e como isso nos une cada vez mais.
Foram colocadas as mesmas questões a Marko Jerinic, chefe de equipa da chaparia da GEHRI, tendo revelado a importância de simplificar o processo de candidatura.
Onde enfrentaremos as maiores dificuldades na captação de aprendizes adequados nos próximos 5–10 anos?
Será difícil transmitir aos jovens que a nossa profissão é hoje muito diversificada. Muitos veem apenas “sujidade e barulho”, quando na realidade trabalhamos com técnicas de colagem, técnicas de desamassamento, aparelhos de soldadura por pontos e sistemas de alinhamento complexos. Exigências escolares: Os veículos tornam-se cada vez mais exigentes do ponto de vista técnico (sistemas de assistência, sensores, mobilidade elétrica). Será um desafio encontrar aprendizes que tragam tanto habilidade manual como o necessário conhecimento de matemática e eletrónica. Concorrência de profissões de escritório: A tendência para estudos universitários ou empregos puramente informáticos continua a aumentar.
O que deverá mudar no processo de candidatura e seleção para permanecermos atrativos como empresa formadora moderna?
Precisamos simplificar o processo de candidatura. Deve ser possível um primeiro contacto via WhatsApp ou redes sociais, sem a necessidade imediata de um dossiê formal. Muitas vezes, quem responde primeiro conquista o talento. Os jovens poderiam realizar uma pequena tarefa prática que depois possam guardar como recordação. Devemos comunicar claramente o que oferecemos: modelos modernos de horário de trabalho, apoio em formações contínuas e um ambiente de equipa atrativo.
Quais as competências que os futuros aprendizes deverão obrigatoriamente trazer consigo e quais deveremos desenvolver mais internamente? Devem trazer: elevada vontade de aprender e compreensão técnica básica. Com as rápidas mudanças de modelos de veículos, a “aprendizagem ao longo da vida” não é apenas uma expressão, mas uma obrigação. Também devem trazer fiabilidade básica e capacidade de comunicar e trabalhar em equipa. Devemos desenvolver internamente: a partilha de experiência e a atualização constante para estarmos sempre ao nível mais recente da tecnologia.
O que mais aprecia no seu trabalho diário?
A transformação: transformar um grande dano na carroçaria num veículo perfeito novamente, seguro e visualmente impecável.
A combinação entre artesanato e tecnologia: a junção de trabalho manual tradicional com tecnologia de ponta torna cada dia variado e estimulante.
Nico Krieg, chefe de atendimento ao cliente da GEHRI, destacou a importância da qualidade e sustentabilidade ambiental. As oficinas são muitas vezes vistas como espaços barulhentos, frios e técnicos. Porque é que as plantas se enquadram aqui?
Precisamente por isso. As oficinas representam precisão e funcionalidade, mas raramente ambiente. No entanto, as pessoas vêm até nós numa situação de problema: acidente, avaria, pressão de tempo, incerteza. As plantas transformam esse momento. Retiram a dureza do espaço, melhoram a qualidade do ar e trazem tranquilidade. O certificado demonstra: Também uma empresa técnica pode transmitir humanidade, sem perder profissionalismo.
Não será apenas cosmética?
Não. É um sinal. Uma empresa que se preocupa com a qualidade do ar, o clima interior e a atmosfera normalmente também se preocupa com os detalhes no trabalho. Plantas vivas precisam de cuidados. Quem as leva a sério demonstra disciplina e essa atitude reflete-se em toda a empresa.
Será este o futuro?
Sim. A tecnologia torna-se cada vez mais comparável. A diferença surge através da cultura. O certificado “Receber Naturalmente” representa uma oficina moderna que vive a precisão e demonstra humanidade.
Gil Costa, pintor de automóvel, colaborador da GEHRI, falou sobre a pintura completa de um Jaguar. Qual é a melhor parte do seu trabalho como pintor automotivo?
A capacidade de organização e a flexibilidade de adaptação a diferentes funções e tarefas.
Por que você se tornou pintor automotivo?
Eu tornei-me pintor porque sempre achei fascinante a pintura automóvel. A transformação de um carro queimado com o tempo (sol) e conseguir devolver-lhe a vida, mesmo em caso de acidentes, pôr o carro como ele era antes. Isso é muito gratificante. Não é só pintar, é cuidar dos detalhes, ter paciência, técnica e orgulho no resultado.
Qual foi a tarefa mais difícil na pintura completa do Jaguar efetuada num mês?
A parte mais difícil na pintura completa do Jaguar foi garantir um acabamento perfeito. É um carro com muitas peças direitas, com vincos sensíveis, e no qual eu não queria que juntasse ali o verniz. Fazer uma pintura uniforme era importantíssimo e exigiu muita atenção, paciência (foco total). Foi mais um desafio do qual me orgulho. No final ver o carro pronto e saber que aquele resultado foi fruto do meu esforço, técnica e atenção, e o cliente satisfeito é muito gratificante.
A Carrosserie Winiger AG, sediada em Frauenfeld, afirma se como uma referência suíça no setor da carroçaria e pintura automóvel.
A empresa dedica se à reparação de veículos, execução de trabalhos de pintura e restauração de automóveis clássicos, integrando ainda um conjunto alargado de serviços ligados à manutenção e à estética automóvel.
Com uma aposta consistente em tecnologia moderna e mão de obra altamente qualificada, a Carrosserie Winiger AG garante padrões elevados de qualidade e precisão. A empresa destaca que o seu compromisso passa por oferecer soluções completas, capazes de responder às exigências técnicas e estéticas de um mercado cada vez mais especializado.
Entre os serviços de destaque da Carrosserie Winiger AG contam se a reparação de danos resultantes de acidentes, a correção de amolgadelas e riscos, bem como trabalhos de pintura realizados com sistemas modernos de mistura de cores. A empresa assegura ainda a reparação de vidros e dedica especial atenção ao restauro de “oldtimers”, área em que tem vindo a consolidar reconhecimento.
Para garantir precisão e fiabilidade em cada intervenção, a oficina recorre a equipamentos avançados de medição e alinhamento, permitindo restaurar veículos com elevados padrões técnicos e estéticos. A aposta em tecnologia de ponta reforça o compromisso da empresa com a qualidade e a segurança.
A Carrosserie Winiger AG carrega mais de um século de história no setor automóvel. Fundada em 1916 por Josef Winiger como uma oficina dedicada à pintura e à construção de carruagens, a empresa acompanhou a evolução tecnológica do setor e consolidou uma reputação de excelência. Em 1948, mudou se para Frauenfeld, onde, ao longo de 78 anos, se transformou num importante centro regional de carroçaria e pintura automóvel.
Em 2023, a empresa entrou numa nova fase ao ser adquirida por José João Gonçalves. A transição manteve a equipa existente com a chefia de Rafael da Silva, CEO. A nova gestão sublinha o compromisso em preservar o legado da marca, enquanto investe em inovação, tecnologia e qualidade, assegurando que a Carrosserie Winiger AG continua a ser uma referência no setor da carroçaria automóvel na Suíça.
O pilar da equipa tem José João Gonçalves (proprietário), Rafael da Silva (CEO), Christian Arnold (serviço ao cliente), Agnes Bitzi (administração), Sven Billig (serviço ao cliente / suporte de oficina), Pedro Lages (chefe da área de carroçaria) e Fisnik Biba (chefe da área de pintura), assim como uma equipa de especialistas em pintura, carroçaria e atendimento ao cliente, garantindo um serviço profissional e de alta qualidade.
Junto do proprietário João Gonçalves e do CEO Rafael da Silva, o Gazeta Lusófona foi entender como se consegue ter sucesso durante mais de cem anos como a Carrosserie Winiger AG. A Carrosserie Winiger AG está a caminho dos 80 anos de idade e sob a sua gestão desde 2023. Quais foram os momentos-chave que moldaram a identidade atual da empresa?
Rafael / João: Um dos momentos mais marcantes foi, sem dúvida, em novembro de 2023, quando organizámos um evento para ambas as equipas. O objetivo principal foi unir as equipas e começar a transmitir de forma consciente os valores que já eram vividos no dia a dia da GEHRI Carrosserie Spritzwerk AG, tornando-os também parte integrante da cultura da Carrosserie Winiger AG. Na nossa opinião, cada mudança que realizamos representa um momento-chave, pois reflete o nosso compromisso em seguir os nossos valores. Trabalhamos todos os dias para fortalecer a identidade da empresa, com base nos valores fundamentais que defendemos e praticamos. O mais satisfatório na nossa caminhada é podermos partilhar diariamente o nosso êxito, amizade, experiência, ultrapassar desafios, crescermos em equipa e partilhar a alegria e satisfação da nossa clientela.
Que valores orientam o vosso trabalho diário e a relação com os clientes?
Rafael: Os valores que orientam o nosso trabalho diário e a relação com os nossos clientes são a transparência, o apoio total, a confiança, a excelência no serviço é em tudo o que fazemos. Seguindo estes valores, a nossa meta é proporcionar uma experiência positiva aos clientes.
Como garantem a formação contínua da equipa num setor tão técnico e em constante mudança?
Rafael / João: Somos uma empresa com uma dinâmica forte e valorizamos muito a formação contínua. Em colaboração com os nossos parceiros e fornecedores, organizamos formações diretamente nas nossas instalações, envolvendo ambas as equipas. Esta abordagem oferece a vantagem de permitir a troca de experiências entre os colaboradores, bem como o acesso a instrutores especializados que transmitem as mais recentes técnicas e métodos de trabalho. Além disso, damos aos nossos colaboradores a possibilidade de frequentar formações específicas junto dos nossos parceiros e fornecedores, focadas em temas e métodos de reparação especializados e consoante as suas necessidades. Posteriormente, estes colaboradores partilham o conhecimento adquirido com o restante da equipa, garantindo que todo o saber é disseminado internamente.
A restauração de clássicos continua a ser uma área forte? Como evoluiu essa procura?
Rafael: A restauração de clássicos continua a existir, mas é uma área que tem vindo a diminuir consideravelmente, tornando-se quase um nicho. Trata-se de um segmento fortemente marcado pela paixão e pelo gosto pelo automóvel, não apenas do lado do cliente, mas também dos colaboradores que trabalham com este tipo de veículos. A distância entre os materiais e as tecnologias dos automóveis clássicos e dos veículos atuais é muito grande. Como consequência, nem todos os colaboradores têm as competências ou a experiência necessária para trabalhar na restauração de clássicos, o que torna esta área ainda mais especializada.
O que mais valorizam os clientes suíços perante a Carrosserie Winiger AG?
Rafael: Os clientes suíços valorizam sobretudo o apoio, a flexibilidade, a transparência, a confiança e a qualidade. A nossa missão é proporcionar a melhor experiência possível a cada cliente. Com 78 anos de existência e experiência, a Carrosserie Winiger AG é um exemplo de continuidade, aliada a um forte empenho em evoluir e melhorar constantemente em benefício dos nossos clientes.
Que medidas adotam para reduzir o impacto ambiental (pinturas, resíduos, energia)?
Rafael: A nossa missão em relação ao ambiente e à redução do impacto ambiental passa por trabalhar com as tecnologias e produtos mais recentes, que permitem a diminuição das emissões de CO₂, bem como pela aplicação de métodos de reparação mais eficientes. Possuímos também certificações como green car repair e clearcarrep, que implicam auditorias regulares e comprovam que as nossas reparações são realizadas de forma eficaz e com menor impacto ambiental. Adicionalmente, dispomos de um sistema de recuperação de água da chuva. A água recolhida é armazenada num depósito e posteriormente tratada para ser utilizada na lavagem dos veículos. Esta lavagem é realizada manualmente, o que garante um resultado final de elevada qualidade e carácter exclusivo.
Quais são os maiores desafios que esta empresa enfrentará nos próximos anos?
Rafael: Os maiores desafios que a empresa enfrentará nos próximos anos estão diretamente ligados à evolução muito rápida da tecnologia automóvel. Além disso, existe uma dificuldade maior na recruta de profissionais qualificados no setor da reparação automóvel, um desafio que tende a intensificar-se no futuro e que exigirá um forte investimento em formação e atratividade da profissão. Apesar de isso, atualmente temos vindo a constatar mais candidaturas para os postos de trabalho disponíveis, tanto a nível de formação de base como funcionário efetivo.
Como mantém o equilíbrio entre exigência técnica e proximidade humana?
Rafael: Mantemos este equilíbrio com base nos princípios implementados desde 2023 nas nossas empresas. Damos aos nossos colaboradores oportunidades de evolução pessoal e profissional, valorizando o seu contributo no dia a dia. Organizamos regularmente eventos que combinam o desenvolvimento técnico e a partilha de conhecimento com momentos de convívio. Num mesmo evento, por exemplo, promovemos formações e, ao mesmo tempo, terminamos com um torneio de matraquilhos ou uma refeição em conjunto. Esta combinação cria uma dinâmica positiva e contribui para o equilíbrio entre exigência técnica e proximidade humana. A proximidade humana é muito importante para nós, pois acreditamos que é assim que se constrói um ambiente de trabalho saudável, onde todos seguem a mesma direção e trabalham com um objetivo comum.
Quais os desafios a curto e a médio prazo para a Carrosserie Winiger AG?
Rafael: A curto e médio prazo, a Carrosserie Winiger AG enfrentará vários desafios relevantes. Um dos principais será o aumento das exigências ambientais, nomeadamente no que diz respeito às emissões de CO₂. Outro desafio importante prende-se com a disponibilidade de peças para reparação, bem como com o aumento generalizado dos custos em todos os setores, desde as peças até aos materiais utilizados nos processos de reparação. Esta evolução representa um desafio significativo não só para nós, mas também para as seguradoras e para os clientes. Naturalmente, existirão mais dificuldades no futuro, mas acreditamos que, com a vontade de fazer sempre o melhor e de continuar a evoluir, será possível encontrar soluções sustentáveis e eficazes.
Pedro Lages, chefe de equipa de chaparia da Winiger, falou em valorização de um alto padrão de qualidade. Onde enfrentaremos as maiores dificuldades na captação de aprendizes adequados nos próximos 5–10 anos?
Falta de profissionais qua-lificados, menor interesse em profissões manuais, bem como pré-requisitos alterados da Geração Z/Alpha (visão, desenvolvimento, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal).
O que deverá mudar no processo de candidatura e seleção para permanecermos atrativos como empresa formadora moderna?
Processo mais rápido, digital e com menos burocracia, processo de candidatura simples com formulário online ou WhatsApp, bem como dias fixos para estágios experimentais com feedback direto após um ou dois dias. Além disso, deveríamos oferecer estágios experimentais para que os jovens tenham uma visão inicial da profissão e possam experimentar as suas habilidades manuais.
Quais competências os futuros aprendizes deverão obrigatoriamente trazer consigo – e quais deveremos desenvolver mais internamente?
Confiabilidade, capacidade de trabalho em equipa e habilidade manual como base, auto-organização e consciência de qualidade, pois valorizamos um alto padrão de qualidade. Competências digitais, na maioria dos casos, os jovens já trazem da escola.
O que mais aprecia no seu trabalho diário?
A satisfação em apoiar jovens no seu desenvolvimento, trabalhar em conjunto numa equipa e realizar um trabalho de alta qualidade.
Fisnik Biba, chefe de equipa de pintura da Winiger, revelou que “competências básicas como capacidade de trabalhar em equipa, organização e consciência de qualidade são fundamentais para um bom desenvolvimento profissional”. Onde enfrentaremos as maiores dificuldades na captação de aprendizes adequados nos próximos 5–10 anos (por exemplo, falta de mão de obra qualificada, expectativas alteradas da Geração Z/Alpha, requisitos escolares)?
Outro fator relevante é a forte distração causada pelas redes sociais e pelo consumo constante de conteúdos digitais. A exposição permanente a estímulos rápidos e recompensas imediatas pode dificultar a concentração, a paciência e a capacidade de manter o foco em tarefas mais complexas e demoradas. Isso pode influenciar negativamente tanto o desempenho escolar como a preparação para uma formação profissional exigente. Além disso, as expectativas das novas gerações em relação ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal estão a mudar. Muitos jovens valorizam mais o tempo livre, a flexibilidade e a realização pessoal imediata, o que pode reduzir o interesse por formações que exigem esforço prolongado e horários fixos. Perante este cenário, o desafio não será apenas encontrar candidatos tecnicamente capazes, mas sobretudo jovens motivados, comprometidos e dispostos a investir no seu desenvolvimento profissional a longo prazo.
O que deverá mudar no processo de candidatura e seleção no futuro para permanecermos atrativos como empresa formadora moderna (por exemplo, digitalização, processos de estágio experimental, comunicação, rapidez nas respostas)?
Para permanecermos atrativos como empresa formadora moderna, o processo de candidatura e seleção terá de se tornar mais simples, digital e acessível. As candidaturas devem ser feitas online, de forma clara e descomplicada, evitando burocracia excessiva e exigências formais desnecessárias na fase inicial.
Quais competências os futuros aprendizes terão obrigatoriamente de trazer consigo – e quais deveremos desenvolver mais internamente (por exemplo, competências digitais, auto-organização, trabalho em equipa, consciência de qualidade)?
Os futuros aprendizes deverão trazer consigo motivação, vontade de aprender e sentido de responsabilidade. Competências básicas como capacidade de trabalhar em equipa, organização e consciência de qualidade são fundamentais para um bom desenvolvimento profissional. Por nossa parte, devemos investir mais no desenvolvimento interno através de métodos práticos e motivadores. Permitir a realização de trabalhos de projeto é uma forma eficaz de estimular a autonomia, o pensamento estruturado e o compromisso com o resultado final. Além disso, planear uma semana de estágio experimental bem organizada, com tarefas reais e acompanhamento adequado, pode ajudar o jovem a compreender melhor a profissão. Oferecer uma pequena recompensa ou reconhecimento no final reforça a motivação e valoriza o esforço demonstrado.
O que mais aprecia na sua atividade diária?
O que mais aprecio na minha atividade diária é a colaboração com os jovens e o trabalho em equipa. A troca de experiências, o acompanhamento no desenvolvimento profissional e ver a evolução de cada membro da equipa tornam o dia a dia mais dinâmico e motivador. Também me dá grande satisfação ver os resultados concretos do nosso trabalho e perceber que um bom planeamento faz a diferença. Quando a organização funciona e o esforço da equipa se reflete num resultado de qualidade, isso reforça o espírito de união e o orgulho no que fazemos.
Adélio Amaro







