Dizem que a música é um bálsamo para a alma. É na música que muitas vezes nos refugiamos para sossegar, dançar, relaxar, refletir, meditar, entre muitas outras opções. E, quando podemos partilhar todos estes sentimentos com os amigos, considero que temos momentos perfeitos.
Foi neste contexto que o artista Abel Fava cantou e encantou-nos numa tarde que organizou para aqueles amigos mais próximos, com o tema: “Tarde de Fados”. O espaço escolhido foi “Ideias Felix” que, em Mägenwil, tem umas instalações, hospitaleiras e aprazíveis.
Para Abel Fava, que desde tenra idade começou nestas andanças da música, foi uma experiência nova. Diz ele que nunca tinha cantado o Fado.
Mas nós, que somos os amigos mais chegados, sabemos que se as paredes falassem iriam confirmar que sim, que às escondidas se atreveu a cantar a nossa canção nacional. E de nós quem não se lembra daquele sucesso que foi “Nem ás Paredes Confesso” na mágica interpretação de Amália Rodrigues. Vamos enviar todos um recado…não aquele, “Os teus Recados” que Sara Correia, fadista da nova geração com uma voz extraordinária canta, mas sim o recado de que estamos aqui para apoiar e incentivar Abel Fava, porque, depois da Amizade, só o amor fala mais alto. E nós queremos estar na primeira fila a aplaudir.
Mesmo não se considerando um homem do fado, encantou-nos nesta inigualável tarde de fados. Para nós os amigos, foi uma tarde aconchegante, onde esquecemos o mundo digital, a inteligência artificial e as guerras que devastam o mundo. Ouvimos emocionados entre sorrisos e abraços a causa que o Abel defendeu com singularidade e dedicação: o fado.
Mas, como estávamos em casa e depois de uma breve pausa e troca de ideias, nós os convidados, mas, sobretudo amigos, decidimos dar uma volta por outras sonoridades e assim passamos a outros temas musicais. Já o nosso Carlos Saura dizia que aos portugueses só lhes falta dançar o fado. Não dançamos os fados cantados por Abel, em homenagem à saudosa Amália, nem tão pouco os fados do nosso António Pinto Bastos, entre outros fadistas. Preferimos ouvi-los, emocionados pela voz deste músico.
Acabamos a tarde, que já era noite ao ritmo dos Xutos e Pontapés e num abraço alegre e de alma cheia, pedimos ao Abel Fava que ouse, pensar nos amigos e que projete mais convívios destes, onde conseguimos estar em conexão com aqueles sentimentos mais puros, amizade, harmonia paz e amor. Que privilégio termos um amigo assim.
Em nome de todos agradeço ao António Teixeira que foi quem incentivou o Abel Fava a dar-nos esta maravilhosa tarde de familiaridade. Queremos mais, foi assim que nos despedimos, ansiosos que brevemente surja outra data e outro encontro, para cultivarmos a amizade e a música.
Obrigada a “Ideias Felix”, que nos serviu os sabores da gastronomia portuguesa e disponibilizou a sala.
Óscar Prazeres