Ligando ciência, cultura e educação para capacitar comunidades migrantes através do programa “Same Migrant Community” (Mesma Comunidade Migrante).
No dia 26 de março, crianças da escola Schulhaus Bützenen participaram em oficinas de ciências dinamizadas por quatro pessoas cientistas da diáspora portuguesa, no âmbito do programa “Same Migrant Community”. Estas oficinas foram possíveis graças ao apoio da Coordenação do Ensino de Português no Estrangeiro na Suíça, associada ao Instituto Camões.
Desenvolvido pela Native Scientists, uma organização pan-europeia sem fins lucrativos, o programa cria pontes entre crianças migrantes e cientistas que partilham a mesma língua e contexto cultural.
Ultrapassar desigualdades educativas através da língua e da ciência
O programa “Same Migrant Community” responde a desigualdades educativas persistentes. Segundo relatórios da União Europeia e das Nações Unidas, crianças migrantes têm o dobro da probabilidade de apresentar resultados inferiores em ciências comparadas aos seus pares não migrantes. Ao criar oportunidades para que as crianças interajam com modelos de referência de contextos culturais e linguísticos semelhantes, o programa aumenta o capital científico, apoia o desenvolvimento linguístico e desafia estereótipos sobre pessoas cientistas e a própria ciência.
Ciência prática na língua de herança dos estudantes
Durante as oficinas, alunos e alunas entre os 6 e os 16 anos da escola Schulhaus Bützenen participaram em atividades científicas interativas, descobriram como a ciência se relaciona com o dia a dia e ouviram relatos em primeira mão de cientistas que trabalham em diversas áreas.
Os temas abordados incluíram genómica, com a explicação do ADN como “livro de instruções da vida”, e áreas da física, como a astrofísica e a física de partículas, explorando o universo em diferentes escalas. Foram ainda abordados conceitos de biologia, como o funcionamento do sistema imunitário e das vacinas, e princípios de física através de experiências simples com energia, movimento, som e ímanes.
Todas as atividades foram conduzidas em português, língua de herança das crianças, reforçando a ligação entre identidade, educação e ciência.
Uma década de impacto em toda a Europa
A Native Scientists tem vindo a desenvolver o programa Same Migrant Community há mais de uma década, com o apoio de parceiros como o Instituto Camões. Até à data, já alcançamos mais de 7 500 crianças em toda a Europa, trabalhando para aproximar a ciência da sociedade.
Para mais informações
Para saber mais sobre o programa Same Migrant Community ou para solicitar entrevistas, por favor visite https://www.nativescientists.org/pt/smc ou contacte:
Native Scientists: info@nativescientists.org





