A empresária, escritora e mentora Ana Poltera promoveu, em Zurique, na Suíça, a primeira edição da jornada “E.L.A.S – Foram Chamadas para Gerar”, um encontro que reuniu, no passado dia 20 de junho, mulheres de diferentes percursos pessoais e profissionais para “refletir sobre propósito, autoestima, relacionamentos, liderança e crescimento individual”.
A iniciativa contou com a participação de Andrea Sigrist, autora do livro “Pare de Lutar e Vença”; Patrícia Sarinho, fundadora do movimento “Força, o Seu Nome é Mulher”; Jennifer Duss, presidente da Conexão Brasil Zürich; e Eliana Carrocini, CEO da Lake Business, num programa dedicado ao “fortalecimento da identidade feminina e ao desenvolvimento humano”.
Segundo apurámos, o evento assinalou o início da expansão internacional do movimento liderado por Ana Poltera, que procura “incentivar mulheres a promoverem uma transformação interior capaz de gerar impacto nas esferas pessoal, familiar, profissional e social”.
Ao longo da jornada, as participantes foram convidadas a refletir sobre a importância do autoconhecimento, da construção da identidade e da superação de bloqueios emocionais que podem limitar o desenvolvimento pessoal. Nesse contexto, Ana Poltera defendeu a necessidade de uma “reconexão profunda com a própria essência”, afirmando que “o chamado é despertar mulheres ao redor do mundo para uma reconexão consigo mesmas, rompendo padrões emocionais, familiares e comportamentais que limitam o seu crescimento e a sua realização”.
Na opinião de Ana Poltera, a adesão das participantes e a intensidade dos momentos vividos ao longo do encontro ultrapassaram as expectativas iniciais da organização.
“Mais do que um encontro, tornou-se uma experiência profunda de transformação, cura e despertar feminino”, acrescentou.
Um dos aspetos mais marcantes da jornada, de acordo com esta responsável, esteve relacionado com os testemunhos partilhados pelas participantes, que abordaram experiências pessoais ligadas à rejeição, à ausência de reconhecimento emocional e à procura constante de validação afetiva.
“Histórias de rejeição, abandono emocional e da busca incessante pelo amor e pela aprovação materna vieram à tona. Muitas mulheres cresceram sentindo-se invisíveis, carregando dentro de si a dor de uma palavra de amor que talvez nunca tenha sido dita”, disse.
Esta empresária destacou também que muitas das mulheres presentes demonstravam uma forte vontade de concretizar sonhos e projetos, mas traziam “feridas emocionais que continuavam a condicionar o seu percurso”. Ana observou ainda que “cada mulher presente carregava nos seus olhos um chamado por algo maior: gerar sonhos, projetos, liderança, abundância e propósito. Mas, ao mesmo tempo, carregava feridas silenciosas que precisavam ser reconhecidas e acolhidas”.
Entre os temas centrais debatidos esteve o “impacto das relações familiares na formação da autoestima e da identidade feminina”. Ao abordar essa realidade, Ana explicou que “a ferida materna não afeta apenas a relação entre mãe e filha, mas influencia a autoestima, a identidade, os relacionamentos, a maternidade, os negócios e a forma como a mulher enxerga o seu próprio valor”.
De igual modo, alertou para o peso que experiências emocionais mal resolvidas podem exercer ao longo da vida, sublinhando que, “muitas vezes, a mulher não consegue avançar porque ainda carrega culpas, dores e lealdades invisíveis que a mantêm aprisionada ao passado”. Foi precisamente a partir dessa reflexão que surgiu o “Método Gerar”, desenvolvido por Ana Poltera e apresentado durante o encontro como uma “ferramenta orientada para a reconstrução emocional e o desenvolvimento pessoal”.
Ao explicar os fundamentos da metodologia, afirmou que, “através do ‘Método Gerar’, conduzo mulheres em uma jornada de retorno à primeira casa: o útero materno. Por meio das quatro fases da criação, cada mulher é convidada a ressignificar a sua história, restaurar a sua identidade e tomar posse da sua vida como filha, mulher, esposa, mãe e protagonista da própria jornada”.
Novas etapas e projetos
O sucesso da primeira edição reforçou os planos de expansão internacional da iniciativa. A próxima jornada de “E.L.A.S – Foram Chamadas para Gerar” está marcada para 5 de setembro de 2026, em Lausanne, também no país helvético, “dando continuidade a um projeto que pretende promover o desenvolvimento pessoal, o propósito e a valorização da identidade feminina junto de mulheres de diferentes origens”.
Outro próximo projeto será lançado a 24 de setembro, com a revista “Elas Foram Chamadas para Gerar – Histórias de 52 Mulheres que Escolheram Ouvir o Chamado da Vida”, publicação que reunirá testemunhos de mulheres que transformaram dificuldades em propósito.
Como resume a própria autora: “Estou disposta a levantar mulheres no mundo inteiro para ouvir o chamado da vida, porque fomos chamadas para gerar vida, vida em abundância”.
Ígor Lopes





